Encantar o cliente é e sempre foi a meta de todo profissional, especialmente o de marketing. Diversos recursos para que este objetivo fosse alcançado foram utilizados. Pesquisa de mercado, estudo do produto, distribuição, promoção e preço foram os pontos de partida para instalar a marca na mente do consumidor e mantê-lo ativo por tempo indeterminado.

Atualmente, muito mais do que encantá-lo, é necessário emocionar o consumidor. Devido às mudanças que ocorrem dia após dia, desde a tecnologia até a exigência do capitalismo, as organizações trabalham com o intuito de gerar emoção e sentimento na vida do cliente, enquanto consumidor da marca e produto. Para que este objetivo seja evidenciado e medido quantitativa e qualitativamente, os profissionais buscam novos recursos, entre eles o Dharma e o Neuromarketing.

Guiar a mente é o estilo de vida proposto pelo Budismo, e a isto chamam de Dharma. O principal objetivo do marketing é alcançar a mente do cliente. Para tanto, o Dharma auxilia o Marketing utilizando as emoções: recurso que gera um relacionamento sustentável entre quem compra e quem vende. Poucas empresas utilizam esta solução, dificilmente entendem que o marketing é muito mais do que uma guerrilha, é uma busca pelas percepções.

Diante da intensa oferta de produtos e serviços, o mercado consumidor facilmente troca de marca. Não há mais fidelidade de produto e a maioria não compreende a necessidade de manter um cliente fiel. Sabe-se que é muito mais caro buscar um cliente potencial do que cultivar cinco clientes reais. Sendo assim, é possível gerar um conflito psicológico antes mesmo de um indivíduo perceber uma necessidade. É neste ponto que o profissional deve trabalhar o Dharma: criar inconscientemente uma necessidade ainda não identificada, sem expectativas.

O Dharma trabalha com cinco dimensões: holística, que oferece uma gestão espiritualizada das relações; transparência associado à competência; proximidade (conhecer-se para entender o próximo); espírito de missão, ou seja, instituir os valores profundamente e; confiança, gerar um relacionamento coerente e calma mental. O mercado está mais propenso aos sentimentos e emoções, combinados com uma gestão sustentável. A mentalidade está evoluindo de acordo com as mudanças que ocorrem. A preocupação por um mundo melhor deve ser uma das metas de toda organização.

Em outro extremo, os profissionais têm como recurso o Neuromarketing. Diferente do Dharma que é provocado por situações subjetivas à utilização de uma marca e produto; o Neuromarketing utiliza recursos mecânicos para estudar a mente do consumidor.

É possível monitorar as emoções e sentimentos instigados durante uma experiência de compra ou diante de uma mensagem publicitária, por meio de aparelhos de ressonância magnética. Percebe-se que tanto o dharma quanto o neuromarketing têm o mesmo objetivo, diferem no modo como atingem a mente do consumidor. Acredita-se que juntos efetivam os resultados, possibilitam a utilização das mensagens certas. De modo correto os profissionais de marketing abordam a mente do consumidor de maneira natural e sustentável. Criam embalagens, produtos, cores, mensagens, serviços que efetivamente façam parte da vida do cliente e o emocionem.

No entanto, é necessário atenção às limitações. A barreira está justamente nas percepções, emoções pessoais e sócio-culturais inerentes a qualquer população. Por isso, uma pesquisa de marketing e mercado é fundamental para que as organizações não percam clientes e não gerem descrédito no seu público-alvo. Ainda não há estudos que comprovem a efetividade destes dois recursos, entretanto em pouco tempo os profissionais irão perceber a importância do gerenciamento das emoções e sentimentos, seja qual for o recurso utilizado, desde que a ética seja a palavra chave.